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Como e porque transformar o "mindset" na sala de aula e no dia a dia?

Atualizado: 4 de Abr de 2020

A mente humana há anos é alvo de estudos e pesquisas. Memórias, pensamentos, ações, sentimentos, imaginação, linguagem, percepção, entre diversos outros elementos, têm a sua origem na mente humana, são incansavelmente analisados, com o objetivo de entender porque reagimos diferentemente de determinada forma aos estímulos.

A ciência que estuda estas reações se chama Neurociência, e a área que interessa na aquisição da linguagem é a Neurociência Cognitiva, a qual estuda as sensações e a percepção do indivíduo, ou seja, como uma pessoa adquire conhecimento a partir das experiências sensoriais a que é submetida; uma música, um aroma, o gosto de uma comida, uma imagem ou uma sensação corporal.

Como a Neurociência pode ajudar no aprendizado?

· Através da Emoção: A inteligência humana está intimamente ligada à emoção.

· Através da Motivação: Quando a pessoa se depara com uma interferência positiva, isso mobiliza a sua atenção, o que gera a motivação.

· Através da Atenção: O indivíduo presta atenção em alguma coisa, quando aquilo lhe traz um significado. A falta de atenção muitas vezes não ocorre por indisciplina, mas sim, por falta de estímulo ou de entendimento.

· Através da Socialização: Através da interação com as pessoas, e da repetição dos exemplos é possível, aprender e aprimorar a sua linguagem verbal e não verbal, reconhecer e expressar emoções, exercer as nossas potencialidades e sentirmos empatia.

· Através da Memória: O ato de aprender não ocorre apenas quando se grava informações, mas também, quando o conteúdo afeta a pessoa. Com isso, o indivíduo deve identificar pontos de ancoragem para que o conteúdo aprendido tenha sentido e fique na sua memória.

Assim sendo, quando recorremos à estes conceitos com os alunos, ou seja, às memórias ancoradas em sala de aula, que detenham a atenção, que os façam socializar através de atividades funcionais, as quais os façam se sentir bem, motivados, desenvolvemos nos alunos a capacidade de encontrar soluções criativas e inovadoras para resolver suas questões em sala de aula e nas demais situações de suas vidas.

A sala de aula pode ser sim oportunidade para a transformação de um indivíduo. Quando adquirimos conhecimento através de experiencias positivas vividas e sentidas transformamos efetivamente o nosso “mindset” (modelo mental) e percebemos a realidade e o mundo ao nosso redor de forma mais leve e flexível, já que, com isso, o nosso cérebro será positivamente modificado, tornando-o ainda mais funcional, com novos padrões de organização em nível celular.

Você conhece o conceito de Programação Neurolinguística (PNL)?

A PNL nada mais é do que o próprio nome já descreve, uma técnica que possibilita a programação das nossas percepções mentais através da mudança do “mindset” (modelo mental).

Cada indivíduo há um “mindset” que define como o mesmo irá perceber o que está acontecendo a sua volta, como irá se sentir com isso, como ele pensa e, finalmente, como irá agir. O problema que encontramos, referente aos nossos modelos mentais, é que a maioria é inconsciente, ou seja, não sabemos que possuímos um determinado modelo mental e isso faz com que muitas vezes ajamos de determinada maneira sem nem saber exatamente porque assim o fizemos.

Acredito que para a modificação de um modelo mental não haja uma receita ou uma técnica milagrosa. Somente através do autoconhecimento é possível. Nos perceberemos, e começaremos, aos poucos, a nos conhecermos e a prevermos as nossas reações diante das nossas fraquezas, frustrações e facilidades. Embora esta seja uma busca pessoal, o professor pode trazer na sala de aula motivações para “a reflexão de conceitos fixos” e aparentemente imutáveis que trazemos das nossas histórias familiares e culturais.

Todos falam da importância do autoconhecimento, mas afinal de contas, como nos autoconhecemos?

- Nos observando.

E como nos observamos?

- Prestando atenção no que sentimos quando pensamos, verbalizamos ou agimos.

E como prestamos atenção no que pensamos?

- Escutando os nossos pensamentos antes de verbalizá-los ou agirmos e “filtrando” os que consideramos úteis a nós e aos demais. E ainda negligenciando os inúteis.

Se fizermos este exercício constantemente, reprogramamos o nosso cérebro. Sim, é simples assim. Penso, logo existo, já dizia um sábio filósofo.

Assim sendo, pensemos, percebamos as nossas emoções, se fizerem sentido, e forem úteis, prestemos atenção, desenvolvamos, pratiquemos, sejamos úteis a nós mesmos. Esta experiencia se transformará em memória, esta memória se tornará permanente, nos transformaremos positivamente, e a programação do nosso “mindset” será mais flexível às nossas necessidades.

Todo professor, seja de ensino fundamental, médio, universitário, de línguas, de música, de academia, deve fomentar a reflexão para auxiliar na liberação de conceitos viciados, tóxicos e danosos a construção do ser individual. Todo indivíduo, independente da sua profissão, ou atuação social, é responsável pela sua programação cerebral, é formador do seu “mindset” (modelo mental), faça boas escolhas, transforme positivamente os seus pensamentos e os seus sentimentos, transforme-se, evolua!



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