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A geração Alfa vê o mundo por uma tela, e agora?

Atualizado: 3 de fev.



Os jovens sempre foram apontados como rebeldes. Questionadores por natureza, sempre buscam mudar de comportamento em relação às gerações anteriores.

Classificação brasileira das gerações Baby Boomers – 1945 – 1960 Geração X – 1961– 1984 Geração Y – 1985 – 1999 Geração Z – 2000 – 2009

Geração Alfa – 2010 – atual

Pais e filhos

A análise das gerações é feita de acordo com o uso das tecnologias pelos indivíduos e das relações entre elas e os consumidores. Os aspectos comportamentais, naturalmente, não ficam para trás e também são fundamentais. O perfil comportamental de pessoas nascidas no mesmo período, no entanto, é o que determina uma geração.

Segundo Roberto Meir, ao analisar as gerações mais antigas, o que se vê é uma infância repleta de brincadeiras de crianças fora de casa. “Quando os garotos e garotas dessa geração se tornaram pais e mães, perceberam que a violência havia aumentado e não quiseram que os filhos tivessem a mesma rotina. Decidiram investir em segurança: criaram um quarto com TV e computador, notebook para o filho não sair, e assim as gerações são moldadas. Você se sente moldado na sua geração?

A geração Alfa em particular tem preocupado os seus responsáveis pelo uso das redes sociais como o YouTube, ou jogos online para socializar, hábito que viralizou durante a pandemia.

Se posso dar a minha opinião, pertenço a geração X, tive acesso aos computadores na fase adulta, diferentemente das crianças da geração alfa, as quais crescem superconectadas. Elas nasceram a partir de 2010, totalmente imersas na tecnologia, e estão desenvolvendo uma visão de mundo bem diferente da nossa. Não vejo problema algum usar o YouTube, canal cheio de verdades e mentiras, ao invés da enciclopédia impressa. Apenas devemos preparar os pequenos, e aí está a nossa limitação, o nosso desconforto, de que as verdades são relativas e de que eles deverão ser mais conscientes do que as gerações anteriores, deverão pensar se o que recebem como verdadeiro realmente é. E isso, é bom, é muito bom. Porque quem disse que a Enciclopédia também apenas apresenta verdades absolutas. Será que os fatos históricos ali apresentados realmente aconteceram daquela forma? Ou seria um lado da história? E o outro lado?

Habituadas a lidar com smartphones e tablets, as crianças dessa geração cresceram com um senso de independência um pouco maior. Elas aprendem que aquele joguinho tão desejado pode ser baixado com apenas um clique e que suas dúvidas sobre o mundo ou sobre os componentes curriculares da escola podem ser supridas com a ajuda do Google. O mundo para essa geração está ao alcance de um click.

O vilão não é a tecnologia, mas talvez o fato de que muitas vezes seja o único caminho, e saber lidar com a frustração do tempo de espera de uma informação que não chegue no tempo do click. Consequentemente, o desenvolvimento de transtornos emocionais como a ansiedade por exemplo.

A minha resposta aos pais como mãe e educadora é buscar um equilíbrio, não podemos ir contra aos avanços tecnológicos e a facilidade da busca de informações, seríamos taxados como Cringe, que é uma gíria adaptada do inglês para designar alguém que é visto como brega, vergonhoso, ultrapassado e fora de moda. Para saber mais e entender a sua relação com as gerações, leia o nosso blog: https://www.smartwaycenter.com/post/que-mico-sou-cringe

Masss, podemos ajuda-los a observar os próprios sentimentos e a desenvolver maior tolerância diante as frustrações da vida. Mas como? Se o guri não tira os olhos da tela? A resposta é simples, assista com ele a série do Netflix, o canal do YouTube, jogue e comprenda os seus jogos favoritos. E faça deste espaço um ambiente de conversa e compreensão dos sentimentos humanos. Sim, porque independente das gerações, os sentimentos são inerentes a todos, faça o compreender que o que ele sente é comum, e o que o vai tornar uma pessoa mais leve é saber identificar o que sente e como transformar os sentimentos negativos em algo útil para si. E principalmente, aprenda com as gerações posteriores, use as diferenças como meio de aprendizado, adaptar-se e saber transformar-se são capacidades importantes para evoluir.

Michele Maximila Rocha Sabocinski

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